Questionário
Quatro perguntas para entender como as pessoas se organizam para cozinhar e comprar. 45 respostas, faixa de 20 a 50 anos: o que é cozinhar para elas, como escolhem uma receita, onde procuram receita e como planejam a compra do mês.

Um projeto acadêmico de design de marca para uma plataforma vegetariana e saudável. O objetivo foi criar uma identidade acolhedora e moderna, resgatando a proximidade com o alimento. design e gastronomia consciente.
Um app para quem cozinha em casa: lista de mercado, despensa e receitas no mesmo lugar. Projeto acadêmico tocado do zero — pesquisa, benchmarking, arquitetura, personas e telas finais.

o processo
Questionário e benchmarking
Card sorting, jornada, arquitetura da informação e personas
Wireframes, identidade visual e telas finais
Quatro perguntas para entender como as pessoas se organizam para cozinhar e comprar. 45 respostas, faixa de 20 a 50 anos: o que é cozinhar para elas, como escolhem uma receita, onde procuram receita e como planejam a compra do mês.

síntese
52,6% cozinham por gosto e 45,2% por não ter outra opção. Não dá para otimizar só para quem quer descobrir nem só para quem quer resolver: o app precisa atender os dois no mesmo fluxo.
52,1% procuram receita em redes sociais, contra 36,5% em sites e apps de culinária. Exigir cadastro antes de mostrar uma receita é perder a disputa para o Instagram antes de começar.
56,6% vão ao mercado sem anotação nenhuma e só 37,7% dizem que a lista funciona. Somando quem anota e ainda esquece, a maioria chega ao mercado sem apoio nenhum.
Três concorrentes usados e observados de perto, com as avaliações da Apple Store e da Google Play. O Tudo Gostoso tem o melhor acervo mas afoga em anúncio. O Listonic resolve a lista e não tem receita. O NaDespensa busca por ingrediente, mas não cruza dois ingredientes na mesma receita. Nenhum dos três fecha o ciclo inteiro.

receita → ingrediente → lista → preço → despensa
Cada concorrente é bom em um pedaço e ignora o resto. O Tudo Gostoso tem o acervo de receitas. O Listonic tem a lista de mercado. O NaDespensa tem a busca por ingrediente. Ninguém liga receita → ingrediente → lista → preço → despensa numa volta só. É essa volta que a VegCoz resolve.
As funcionalidades levantadas agrupadas em três territórios — despensa, compras e receitas. É essa divisão que vira a navegação do app.

Do primeiro anúncio à fidelização, com os pontos de contato e a curva de emoção em cada etapa. O ponto baixo é sempre o mesmo: o cadastro obrigatório antes de ver qualquer valor.

O mapa do app. A decisão que veio da jornada está logo na primeira bifurcação: dá para continuar sem login e conhecer o produto antes de entregar os dados.

Três recortes da amostra: a estudante que cozinha com pouco tempo e pouco dinheiro, a designer que quer variar sem desperdiçar, e a funcionária pública que compra para a família e esbarra em validade e preço.

Estrutura antes de estética: hierarquia, densidade e navegação testadas em baixa fidelidade, quando mudar ainda é barato.

As cores remetem a alimentos veganos e o logo junta a lista de compras e a cozinha. Tipografia Nunito nos três pesos — regular, semibold e bold.

da pesquisa ao produto
Cada escolha estrutural do app sai de um achado específico das etapas anteriores.
A jornada mostrou que o ponto mais baixo da curva de emoção é o cadastro obrigatório antes de ver qualquer valor. Por isso a primeira bifurcação da arquitetura é “continuar sem login”.
O card sorting agrupou tudo em despensa, compras e receitas. A navegação do app é literalmente esse agrupamento — a estrutura veio dos usuários, não do meu gosto.
47,6% escolhem a receita pelo que já têm em casa — mais do que por praticidade (33,3%) ou por sabor (19%). Então buscar por ingrediente e registrar a despensa não são recursos secundários: são o começo do fluxo. Por isso a despensa é um dos três territórios da navegação, e não um item de menu.
O app montado: busca por ingrediente, comparação de preço entre mercados, lista de compras, controle de despensa e receitas.
